quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Anpir e Câmara realizam homenagem às Personalidades Negras de Paranavaí

Homenageados na sessão da Câmara com os vereadores
Aconteceu na última segunda-feira, durante reunião ordinária na Câmara Municipal de Paranavaí, o encerramento das comemorações do Dia Nacional e Municipal da Consciência Negra, celebrado no dia 20 de novembro, e também da XIV Semana Negritude e IV Semana África Brasil. A sessão solene foi marcada com a entrega dos diplomas “Personalidades Negras de Paranavaí”, aos homenageados da noite, pelos relevantes serviços prestados para a promoção da igualdade social nos diversos setores da sociedade paranavaiense. Receberam os diplomas: Yalorixá Francenilda Araújo da Silva (Dona Nêga), Sérgio Pereira Rezende (Lua), Maria Rosa dos Santos, Wilson dos Santos (Bagunça), Luciana Cardoso de Brito, e Amarildo Aparecido de Souza (Chicletão). A vice-presidente da Anpir, Cleide Manoel de Lima Nascimento, representando o presidente Celso José dos Santos, falou sobre as conquistas dos movimentos negros e da importância dos mesmos na história e cultura desse imenso Brasil. “A Anpir homenageou esse ano, além do grande líder negro, Zumbi dos Palmares, o centenário da Revolta da Chibata, e também do líder João Cândido, mais conhecido como Almirante Negro”, explica Cleide Manoel. Durante a semana passada a Associação Negritude de Promoção de Igualdade Racial, ANPIR, promoveu diversas atividades em comemoração ao dia dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

4/10/2009 Paranavaí realiza III Encontro Regional de Promoção da Igualdade Racial


Paranavaí realiza III Encontro Regional de Promoção da Igualdade Racial
Nesta sexta-feira (02/10) educadores, lideranças da comunidade negra e secretarias municipais de educação participaram do III Encontro Regional de Promoção da Igualdade Racial, em Paranavaí. O tema deste ano  foi a Educação das Relações étnico-racias no currículo escolar. Após a abertura, a professora Jeruse Romão, mestre em educação pela Universidade Federal de Santa Catarina iniciou a conferência "Educação das Relações étnico-racias no currículo escolar"
À tarde, o debate foi sobre a efetivação da Lei 10.639/03 no interior das escolas que contou com a presença do Núcleo de Estudos Afro-brasileiro da Universidade Estadual de Londrina, da  Faculdade Estadual de Paranavaí , do professor Celso José dos Santos, integrante do coletivo de promoção da igualdade racial da APP-Sindicato, além da professora Jeruse.
O evento foi finalizado com um jantar cultural afro-brasileiro. No cardápio pratos típicos da culinária africana regados por apresentações musicais de artistas da região. Os participantes puderam apreciar também um desfile com roupas africanas. O desfile e o jantar foram preparados pelo grupo Africanidades de Londrina.
A atividade foi organizada pelo coletivo de promoção da igualdade racial do núcleo da APP-Sindicato de Paranavaí e da ANPIR - Associação Negritude de Promoção da Igualdade Racial.
Segundo o professor Celso Jose Santos, presidente da ANPIR, integrante do coletivo de promoção da igualdade racial e  dirigente do núcleo sindical de Paranavaí, "a atividade estava sendo preparada já há algum tempo. Várias pessoas participaram na organização do encontro. Esta e uma oportunidade importante para que os educadores busquem conhecimentos para a efetivação da educação das relações étnico-racias nas escolas.
O professor Luiz Carlos Paixão da Rocha, diretor estadual de imprensa da APP e integrante do Coletivo Estadual de Promoção da igualdade Racial participo do evento, junto com o assessor da secretaria de políticas sociais da APP, Jaime Tadeu.

NEGRO=PRETO+PARDO


ANPIR tem outra interpretação a dados do IBGE
A ANPIR (Associação Negritude de Promoção da Igualdade Racial) de Paranavaí, através do seu presidente, professor e advogado Celso José dos Santos, tem outra interpretação a propósito de dados do IBGE publicados em reportagem elaborada pelo jornalista e professor Saul Bogoni (que utilizou rigorosamente os dados do IBGE), sobre a presença dos negros em Paranavaí e 38 municípios da região Noroeste, publicada no último dia 11 de maio pelo Diário do Noroeste. Na reportagem constou a presença de 3,51% de negros mas, na sua análise, constam 35,6%. Ele explica que a categoria pesquisada pelo IBGE no quesito “cor” ou “raça” é definida como “branca”, “preta”, “parda”, “amarela” e “indígena” e,portanto, a categoria “negra” não é uma simples associação ao quesito de cor “preta”, que ele diz ser um erro conceitual. Para ele, a categoria de análise “negra” é decorrente de uma análise da pesquisa do IBGE e a junção de duas respostas apresentadas no Censo, ou seja, “negro=preto+pardo”.

O artigo do presidente da ANPIR é o seguinte:

Diferente do que constou na reportagem publicada na página 06 do Jornal Diário do Noroeste do último dia 11 de maio de 2010, pelo Colunista Saul Bogoni, a População Negra existente na Região Noroeste (nos municípios selecionados na matéria em questão), era de 35,60%, utilizando-se como fonte de análise os dados do Censo Demográfico de 2000, coletados pelo IBGE, e não como publicado na matéria “Região Noroeste concentra 3,51% de negros”

Numa análise mais apurada dos resultados do Censo do Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2000, no que se refere ao quesito “COR ou RAÇA”, conforme quadro anexo, o percentual da população NEGRA no Brasil era de 44,66% (75.872.428 habitantes), no Sul do Brasil era de 15,24% (3.825.963 habitantes) e no Paraná, Estado mais Negro do Sul do País, era de 21,09% (2.017.481 habitantes).

É preciso destacar que o IBGE utiliza, atualmente, como categoria de análise no quesito “COR ou RAÇA”, as cores: BRANCA, PRETA, PARDA e AMARELA e a raça: INDÍGENA e como método de pesquisa a autodeclaração, desse modo a pessoa pesquisada identificará o seu pertencimento étnicorracial, identificando-se com uma das cinco classificações apresentadas pelo IBGE.

Assim, numa leitura direta do Censo, não se pode inferir que a população NEGRA seja apenas aquela que se autodeclara como de cor PRETA, uma vez que a influência do racismo de marca interfere decisivamente na resposta do entrevistado.

Segundo o pesquisador Oracy Nogueira (1985), o Brasil possui um racismo de marca, ou seja, a marca principal que permite a identificação das potenciais vítimas de preconceito é a cor. Para o pesquisador o preconceito se intensifica na razão direta de uma escala de cor que vai do estritamente branco ao completamente preto; quanto mais negra é uma pessoa maior é a probabilidade de ser vítima do preconceito. Em essência, as categorias branca, parda e preta refletem essa escala: são os dois pontos extremos e as posições intermediárias sintetizadas em uma única categoria.

Ocorre que ao se autodeclarar, o pesquisado sofre a influencia desse abominável fenômeno social que é o racismo e, muitas vezes, pelo fenômeno perverso do “branqueamento” é, muitas vezes, levado a se autodeclarar mais branco do que na realidade o é. Contudo ao analisar os indicadores sócio-econômicos dos que se declaram como PRETOS ou como PARDOS, percebe-se uma identificação muito grande entre essa população e um brutal distanciamento entre os que se autodeclararam como BRANCOS.

Por essa razão, pesquisadores sérios e renomados, bem como instituições científicas e governamentais, além do movimento social identificam como NEGRAS as pessoas que no Censo do IBGE se declararam como PRETAS ou como PARDAS.

O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) em trabalho desenvolvido pelo pesquisador Rafael Guerreiro Osório, e publicado em 2003, sob o Título “O Sistema Classificatório de “Cor ou Raça” do IBGE”, desenvolvido no âmbito do Projeto BRA/01/013, “Combate ao racismo e superação das desigualdades raciais”, realizado, com recursos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) confirma que

“a agregação de pretos e pardos e sua designação como negros justificam-se duplamente. Estatisticamente, pela uniformidade de características socioeconômicas dos dois grupos. Teoricamente, pelo fato de as discriminações, potenciais ou efetivas, sofridas por ambos os grupos, serem da mesma natureza. Ou seja, é pela sua parcela preta que os pardos são discriminados. A justificava teórica é obviamente mais importante, pois ao fornecer uma explicação para a origem comum das desigualdades dos pretos e dos pardos em relação aos brancos, coloca os dois grupos como beneficiários legítimos de quaisquer ações que venham a ser tomadas no sentido de reverter o quadro histórico e vigente dessas desigualdades. (Ipea texto para discussão | 996 | nov. 2003, disponível em http://www.ipea.gov.br/pub/td/2003/td_0996.pdf)”.

Essa referência científica e oficial serve para reafirmar que não é pela influência de ONGs ou de ENTIDADES, que lutam historicamente pelo fim da escravidão e pela superação de suas conseqüências, combatendo todas as formas de preconceitos e discriminações raciais existentes em nosso País e em nosso Estado do Paraná, que os livros didáticos e os documentos oficiais interpretam os dados do Censo do IBGE agrupando PRETOS e PARDOS e não excluindo. Ao contrário, a Região Noroeste possui a maior concentração da população negra do Paraná, tendo Municípios como Paranapoema (59,26%), São João do Caiuá (54,42%), Paranacity (53,76%) e Santo Antonio do Caiuá (50,10%), cuja maior parte de sua população é negra e os demais municípios da Região Noroeste possuem concentração superior à média do Estado do Paraná (21,09%).

O Paraná, Estado mais negro do Sul do Brasil, até pouco tempo bradava a inexistência de negros em seu território, numa nítida posição eugênica. E Paranavaí, com um terço de sua população (31,61%) negra, tem que envidar esforços no sentido de fazer com que o desenvolvimento econômico e social chegue também a essa parcela da população que, “por triste coincidência” pode ser encontrada na região mais periférica de nosso Município, embora nossos antepassados tenham sido pioneiros na ocupação dessa região.

É inconcebível afirmar que em Paranavaí há apenas 3,05% de NEGROS e na Região Noroeste 3,51%. Mesmo que empiricamente bastaria olharmos para nossos vizinhos, amigos, parentes e conhecidos, colegas de trabalho e de estudo para vermos o enorme contingente de população negra existente em nossa cidade e região.

E mais, acaso ter poucos negros seria algo bom para nossa região? Será que o bom é apenas o fato do Paraná ser o 3º Estado preferido por estrangeiros? Ou ainda, será que o fato da Região Noroeste, ser a região mais negra do Estado, fez com que a mesma fosse discriminada, encontrando-se hoje entre uma das regiões mais carentes do Paraná, com reduzido volume de investimentos públicos, se comparada a outras regiões estaduais?

Nesta época em que se rememoram 122 anos de assinatura da Lei que aboliu a escravatura no Brasil, há de se perguntar quando chegarão aos afrodescendentes de escravizados (negros) os frutos dos mais de 400 anos de trabalhos forçados prestados a esse País. Quando haveremos de ver aprovado o Estatuto da Igualdade Racial? Quando haveremos de poder comemorar um único feriado a um herói negro? Quando haveremos de ver as políticas públicas de ação afirmativa e de reparação sendo efetivamente implementadas?

O país passa por transformações profundas, onde todos, sobretudo os menos favorecidos começam a ser incluídos. Pela primeira vez na história temos um Ministério preocupado com a igualdade racial do povo brasileiro. Pela primeira vez o Governo do Estado assina um Pacto pela Promoção da Igualdade Racial, inclusive tendo estruturas governamentais específicas para promover a Educação das Relações Etnicorraciais. E depois de séculos de lutas, o Movimento Negro e as organizações sociais tem espaço para interferir na formulação de políticas públicas para promover a cidadania de seu povo, e em particular da parcela negra de sua população.

Em 2009, Paranavaí realizou sua primeira Conferencia Municipal de Promoção da Igualdade Racial, porém é preciso dar consequência pratica às decisões aprovadas, para que, num futuro próximo não tenhamos mais pessoas que não percebam a presença negra em nossa cidade e em nossa região, mas ao contrário valorizem e se orgulhem dessa presença negra.

Minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos, e vivemos

Ainda somos os mesmos, e vivemos

Como os nossos pais...

(Belchior)
Fonte: * Celso José dos Santos, é Advogado, Especialista em Direito do Estado, Professor da Rede Pública Estadual de Educação do Paraná, Secretário Educacional da APP-Sindicato – Núcleo Sindical de Paranavaí, Presidente da ANPIR – Associação Negritude de Promoçã

Eventos Realizados na XIV Semana Negritude e IV Semana Africa Brasil!

Curso Com a Prof- Aracy Adorno dos Reis !abordou racismo e violência contra a mulher negra
para marcar
o Dia Nacional e Municipal
da Consciência Negra. A
da XIV Semana Negritude
e IV Semana África-Brasil.
No sábado aconteceram
curso na Unipar/Universidade
Paranaense e também
uma confraternização, com
homenagem a personalidades
negras paranavaienses.
Neste ano as atividades
promovidas pela Associação
Negritude de Promoção da
Igualdade Racial (Anpir) e
APP-Sindicato são também
um tributo a João Cândido,
marcando os 100 anos da Revoltada
Chibata, o movimento
no Rio de Janeiro de marinheiros
contra os castigos
físicos.
A primeira atividade da
Semana Negritude foi o curso
que abordou gêneros, racismo
e violência contra a mulher
negra. O tema foi ministrado
pela professora Aracy Adorno
dos Reis, presidente do
Instituto de Mulheres Negras
Enedina Alves Marques.

O que é a Anpir!!


Fundada em 20 de Novembro de 2004- luta contra toda forma de discriminação e Preconceito Racial! A Anpir tem promovido varias ações!na area da Educação, Saúde, Cultura e Lazer. Temos Representate na
Direção do Forum Permanente Estadual Etnico Racial do Paraná, e particpamos desde o começo das articulações e projetos que visam acabar com a discriminação promovendo a igualdade Racial. Ficamos honrados de ver que a semente plantada começa dar frutos. A criação do Ministerio da Promoção da Igualdade Racial, Secretarias, Estatuto da Igualdade Racial e Obrigatóriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira. Sabemos que temos muito a apreender, ensinar e conquista mas temos a certeza de que estamos no rumo certo. Tudo isso deve-se a Luta de todos que querem uma Sociedade mas justa e igualitaria. Todos somos diferentes!! Porém temos que se tornar iguais aos olhos da Sociedade e termos as mesmas oportunidades e sermos respeitados, Não pela Conta Bancaria, não pela cor da pele mas por ser Ser-Humano capaz como qualquer outro.

Homenagem da Anpir !! XIV Jantar Afro 2010

 
Direção da Anpir comNegros que contribuiram para o desenvolvimento e bem estar social de nossa Cidade. Homenagiados no Dia Nacional Da Conciencia Negra

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA 2009!!

21/11/2009
DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
Médico diz que desigualdade econômica e cultural influencia na saúde do negro

Momento da palestra no auditório da Fafipa Foto: Ediglei Feitosa
Os indicadores mostram que há desigualdade entre negros e brancos quando o assunto é saúde. Isso acontece como consequência da desigualdade econômica, social e cultural, existente no país. O raciocínio é do médico Vitor Jorge Woytuski Brasil, que esteve em Paranavaí ontem para proferir palestra dentro da Semana Negritude, que se encerra hoje e marca as comemorações do Dia da Consciência Negra (20 de novembro). Especialista em saúde coletiva, o médico utiliza números para reforçar a sua análise. Mostra estudo de 1977, onde consta que a mortalidade entre os brancos era de 76 para cada mil nascidos. Entre os negros essa taxa subia para 96 mortos em cada mil nascidos. A média era de 87 mortes para cada mil nascimentos.

Mesmo estudo, feito em 1993, revela uma grande redução, com a média ficando em 43. O grande problema, diz Brasil, é que a taxa de mortalidade entre os brancos caiu para 37, enquanto a dos negros teve redução menor, fechando em 62 óbitos para cada mil nascimentos.

Interpretando esses índices, o médico, que também é mestre em ciências, diz que a causa é o menor poder aquisitivo, que leva a menos acesso à cultura e aos recursos materiais, bem como itens essenciais como saneamento básico, habitação e outros.

Mesmo sem números em mãos, Vitor Brasil diz que a situação da mortalidade infantil se repete entre as mães. A taxa de mortalidade entre as mães é superior na comunidade negra em relação aos brancos.

Ele fala que as mulheres negras também são minoria quando o tema é emancipação feminina. Nos últimos 50 anos, opina, houve significativos avanços em relação ao direito da mulher. Mas, quando se estuda a população negra, mais uma vez fica evidente que o índice de conquistas é menor.

A origem das desigualdades nos remete ao descobrimento e início da escravidão no país. O palestrante, que também é professor universitário em Curitiba, lembra que a abolição se deu a apenas 121 anos e ainda assim na forma de uma liberdade incompleta. Os negros ficaram sem acesso aos meios de produção e da economia.

Ponto de vista da biologia - Além dos problemas gerados pelas diferenças econômicas, a comunidade negra vive o problema das doenças falciformes. São doenças do sangue e que afeta de 6 a 8% da população negra. A mais conhecida é a anemia falciforme que, nos casos mais graves, pode encurtar significativamente a vida da pessoa.

Por isso, Vitor Brasil defende que o Sistema Único de Saúde esteja atento para detectar a doença. A investigação é simples, mas precisa que os profissionais conheçam e assim possam diagnosticar, uma vez que a anemia falciforme não consta dos protocolos usuais de investigação da saúde.

O palestrante usa a própria experiência para justificar a preocupação, pois, durante todo o curso de medicina teve apenas duas aulas sobre o tema.

Aconselhando as pessoas que têm descendência africana, o palestrante entende que antes de casar, é preciso fazer uma investigação. Se o homem e a mulher apresentarem uma das formas da doença, os filhos terão uma forma mais grave.

O presidente da Associação Negritude de Promoção da Igualdade Racial (ANPIR), o professor e advogado Celso José dos Santos disse que os casos detectados em Paranavaí são encaminhados para tratamento em Curitiba. Ele não soube dizer a quantidade, mas afirmou conhecer uma pessoa com anemia falciforme.

Finalizando, o médico Vitor Brasil opinou sobre o que considera ser negro. Para ele, é uma questão de identidade, de afirmação. Os desafios são muitos, reitera, pois, “a sociedade nos embranquece”, ou seja, tem o seu padrão no ser branco. Brasil cursou medicina numa faculdade onde foi exceção. Dentre os cerca de 500 profissionais formados até o começo dos anos 2000, foi apenas o segundo negro a receber o diploma.